Tuesday, March 24, 2009
Santa Chuva
Deu na TV
Que o povo já se cansou
De tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui
Que reza a ajuda de Deus
Mas nada pode fazer
Se a chuva quer é trazer você pra mim
Vem cá, que tá me dando uma vontade de chorar
Não faz assim
Não vá pra lá
Meu coração vai se entregar
À tempestade...
Quem é você pra me chamar aqui
Se nada aconteceu?
Me diz?
Foi só amor? Ou medo de ficar
Sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem...
A chuva já passou por aqui
Eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV
Que eu vou de vez
Não há porque chorar
Por um amor que já morreu
Deixa pra lá
Eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade...
Tuesday, February 10, 2009
Saturday, February 07, 2009
Não, a gente não morre.
Por mais que a gente lute contra, o sol vai nascer, dia após dia, e o mundo, por mais que a gente não aceite, vai continuar sendo um lugar bonito para se viver. Os órgão tomam os seus devidos lugares, as flores começam a voltar com suas cores lindas e brilhantes, o vento sopra e faz nossa alma voar leve novamente. O mundo não é mais um borrão de lágrimas e a gente reaprende a sorrir.
Não, por mais que ficar sem a pessoa que a gente ama seja quase como morrer, relaxe. A gente não morre, pelo contrário, nos tornamos muito, mas muito mais forte. Fortes pra continuar andando nesse mundão véi de Deus.
Wednesday, January 21, 2009
Monday, January 12, 2009
Mosquito da saudade
Estava lá eu, na minha pacata vida, no olhar abestado da neve caindo da janela, não querendo pensar em nada, sabe? E foi desse meu abestalhamento que ele tomou proveito, o mosquito tonto da saudade. Pousou dessa vez bem dentro do meu olho e a única coisa que me restou foi começar a chorar pra ver se eu mandava o maldito embora. Chorei, chorei, chorei.
Chorei de saudade do que foi, do que é o do que ainda vai ser. Esses mosquitos são meio perigosos, sabe? Todo mundo que é atacado por eles fica assim meio bobo, chorando à toa pelos cantos, chorando vendo foto, chorando lendo carta, e-mail, vendo o sol, a lua....Tanta gente morrendo de sede eu aqui jogando água pelos olhos! Mas será que dá pra beber essa água que vai dos olhos? Pena que é tão salgada....Senão o problema do Mundo tava é resolvido, era só todo mundo começar a chorar de saudade que acabava com o problema de falta d’àgua a torto e a direito. Por que saudade todo mundo tem de sobra, né não?
Monday, November 17, 2008
Você, meu senhor, por acaso tem todas as respostas?
Me surpreendi. Quando abri a porta e antes de abrir a boca para lhe dizer que fosse incomodar o vizinho, ele foi mais rápido e perguntou-me : "Você tem respostas?" Fiquei em silêncio. Observei-o estagnada, de cima para baixo, não me lembro se estava bem ou mal vestido, não me lembro da cor de seu cabelo, olhos ou pele. Lembro-me somente do meu reflexo nos seus olhos, minha cara de espanto.
Dei-lhe um prato de comida, água e todo o dinheiro que eu tinha no bolso. Ele negou. Tudo. Fiquei ainda mais pasma. Absurdo!! Senti-me só, insultada, triste e com medo pois eu tinha tudo, menos o mais importante, as respostas. Odiei-o por alguns minutos pois nunca havia me sentindo mais vulnerável em toda a minha vida! Ninguém teria o direito de chegar em minha casa, em pleno domingo, e soprar meu castelo de cartas tão cuidadosamente montado durante anos. Preferia andar nua em frente a uma multidão. Antes de eu abrir a boca para insultá-lo e fechar a porta na sua cara, ele segurou minha mão de uma maneira suave, como que me acalmando e me disse: "ache as perguntas. Depois pense nas respostas." E Partiu. Virou o corredor e sumiu. Fiquei perdida mas ao mesmo tempo me sentia mais calma. Água quente nos pés cansados, não resolve mais ajuda.
Saturday, November 15, 2008
Só
Saturday, April 12, 2008
Um quê.

Ele tinha um quê de paz torta dos homens. Andava cabriolado por entre as luzes da calçada, chutando qualquer lata no meio do caminho. Usava um terno preto e uma gravata azul que pendia em seu pescoço como um pêndulo marcando o tempo que faltava em sua vida, ou o tempo que sobrava. “Tudo é relativo, ele pensava” enquanto passava pelo parque e sentia inveja do mendigo que dormia no banco coberto por jornais. “Pelo menos ele não tem que pagar conta de luz por todas essas estrelas que iluminam o seu céu. Sem falar que nem precisa assistir jornal para se manter informado, mais envolto em notícias que ele, impossível.”
Ele tinha um quê do buquê murcho de rosas e margaridas que carregava na mão direita. Hora e outra, ele parava debaixo de um poste e cheirava as flores. “As flores de plástico não morrem”, cantarolou baixinho para si mesmo.
E daí, meu caros leitores, que ele tenha hipnotizantes olhos furta-cor? Debaixo de seu terno já sujo e desalinhado, tinha um corpo cansado e uma alma frustrada de viver dia após dias onde o sol nasce sempre amarelo, o céu quase sempre é azul e bandinhas com guitarras coloridas sempre tocarão em bares ûndergraundi. De qualquer forma ele nunca vai ouvir a resposta adequada para suas perguntas. Talvez porque ele não saiba fazer as perguntas certas, ou quem sabe as respostas não existam nessa dimensão ou não são emitidas em uma freqüência captada por seus ouvidos humanóides. Quem sabe se ele tentasse perguntar àquele cachorro, que dia após dia se senta debaixo da mesa do buteco nosso de cada dia, obtivesse as respostas que tanto anseia? Os Totós ouvem melhor do que a gente na maior parte do tempo.
O fato maior entre todos os fatos, é que essa noite ele poderia chutar o Totó que possuísse as respostas para todas as sua perguntas em troca do buquê que ele carrega na mão direita estar agora num vaso verde e branco com detalhes vermelhos e com água até a boca, em troca de possuir não um quê da paz torta do homens, mas possuir um quê dos caos absoluto dos enamorados.
Mas a vida não funciona assim, né? E lá vai o homem cabriolado, ora fugindo da luz e correndo para sombra, possuindo um grande quê dos rejeitados.
Friday, April 11, 2008
Respirações

Respirações presas, pausadas e profundas. Parece-me, às vezes, difícil de respirar, talvez, quem sabe, porque eu queira respirar o mundo inteiro numa só golfada de ar. Encho o pulmão, abro a boca para tentar respirar o mais fundo que puder e paro. Paro de respirar. Agora tenho, aqui dentro de mim, partículas do mundo que tanto anseio. Elas agora fazem parte de mim e não quero deixá-las mais sair. Mas elas lutam, querem voltar para o mundo. Quando egoísmo meu querê-las só para mim! Elas ainda têm que percorrer tantos lugares, fazer parte de outras tantas pessoas. Se elas ficassem só para mim, perderiam sua mágica de pertencer ao mundo todo. Vou soltando-as devagar, sentindo-as passar pela minha boca e pelo meu nariz. Sentindo o gosto e o cheiro que cada uma trás. Cheiro dos ventos das montanhas mais altas, gosto da cor das flores mais azuis, cheiro do seu corpo junto ao meu, gosto dos seus olhos em mim, cheiro de mar, gosto de rio, gosto do som do canto de todos os pássaros. Vou sentindo e apreciando cada cheiro e cada gostinho, me despedindo de cada um desses pedacinhos de mundo. Pulmão vazio é o ar que se esvai e o mundo que me deixa. Só. Só comigo mesma. Mas dessa vez não tão mais só porque sei que pedacinhos deste mundo correm agora em minhas veias e que pedacinhos de mim andam agora pelo mundo, em lugares que, de outra forma, eu não poderia visitar. A solidão não dura muito, aspiro o ar novamente e ganho o mundo inteiro.
Wednesday, August 22, 2007
Culpado
Mas mesmo assim fui te ver,
Até uma flor levei,
Mas não estavas.
Tentei falar contigo,
Mas não respondeste.
E agora
A flor murchou
E eu com ela...
(Poema bem inveridico na parte final, porque na verdade eu nao murchei, e por isso a flor tmb nao. Ando numa fase muito nao sei, mas sei que gosto muito dela e que estou magoado...)
Monday, August 13, 2007
Friday, June 29, 2007
Às vezes fico um pouco revoltada com diversos discursos moralistas que vejo por aí: “nossa, para onde o mundo vai? As pessoas não se respeitam mais, os filhos não respeitam mais os pais, o marido não respeita mais a mulher etc etc etc”. Isso para mim não passa da nossa mania de acreditar que o passado sempre foi e sempre será melhor do que o presente. É só parar e pensar com calma, quando foi que o mundo foi uma maravilha para se viver? Quando os reféns de guerra eram empalados na frente dos castelos e aguardavam uma morte lenta enquanto os urubus bicavam seus olhos? Quando a Igreja queimava milhares de pessoa nas festas juninas medievais? Quando você poderia ser morto dormindo ao ver sua casa invadida por romanos, gregos, turcos, qualquer um que seja??Quando você poderia morrer em uma câmara de gás só porque era negro, judeu ou homossexual? Quando você seria obrigada a usar um cinto de castidade de ferro toda vez que seu marido resolvesse viajar para dormir com prostitutas nas cidades vizinhas? Quando a sua morte poderia ser por apedrejamento só porque você resolveu descontar todas as vezes que seu marido te chifrou? Ou quando pessoas são queimadas e espancadas em paradas de ônibus ? Para mim, o mundo sempre foi essa bosta que é hoje, sem tirar nem colocar absolutamente nada. Agora por que isso? Oras, simplesmente porque todas as sociedades são feitas por seres humanos, que são seres no mínimo 50% podres na maior parte do tempo. Na minha visão reducionista eu diria que todo esse comportamento depravado é quase que totalmente genético, porque não é possível um que ser vivo seja tão cruel, burro e estúpido simplesmente porque quer.
Ok...desabafei....vou continuar estudando Biologia Molecular agora.
Thursday, June 28, 2007
Perfeição (??)
Sua pose politicamente (in)correta
Sujeita a minha (im)perfeita correção
Monday, May 21, 2007
Renuncia
Renuncio tudo para poder estar perto de ti
Mas de que adianta, se tu não queres estar perto de mim?
De que adianta eu te olhar se não me olhas de volta?
Renuncio...
Thursday, May 10, 2007
I fell in love
I... fell in love...
I saw you...
And I fell in love...
I felt so much pain, but I love you...
I you said 'It's not true'
And I fell in love with you - even more
You said it won't work out...
So I fell deeper
into the chasm
And loved you even more...
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Today I'm so blue
Don't wanna be this way
I wanna love you
And Smile the blue away...
Just say,
There might be another chance
And all will be ok.
Monday, April 23, 2007
Sunday, April 15, 2007
O espetáculo do eclipse
O Espetáculo do Eclipse
O cenário estava montado. As pequeninas estrelas eram lamparinas prontas para iluminar o espetáculo. Todas em seus lugares, sem ofuscar, sem cegar os espectadores. Naquela noite elas não seriam as estrelas, seriam apenas coadjuvantes. A verdadeira estrela do show seria a Lua.
Ela estava perfeita. Uma dançarina pronta para um grande espetáculo, com todo o seu glamour, seu brilho...Sua leveza. Reinava soberana por aquele céu escuro. As nuvens encobriam a visão a principio, mas naquela noite elas nada seriam senão cortinas para impedir que a surpresa do espetáculo fosse revelada antes da hora. Foi então que a música começou, lenta, calma e silenciosa...Silenciosa como o universo deve ser. Onde nada ecoa, nada faz barulho para não atrapalhar o espetáculo.
Dado o sinal de inicio, as nuvens se abriram e a grande estrela Lua começou a bailar. Bailava solitária, tentando esconder a tristeza da solidão atrás do seu brilho. Bailava, a musica silenciosa ecoava no vazio e a estrela Lua bailava. Bailava perdidamente, tento todo o céu como palco, todo o universo infinito para dançar. Mas ela estava sozinha. De que adiantaria todo o brilho, todo o universo, todas as estrelas a iluminando se ela estava sozinha?
Assim ela parou, parou de dançar e chorou. As nuvens voltaram, encobriram a estrela. Ela tinha que se recuperar, o show deveria continuar. As pequenas lamparinas estrelas continuaram firmes. Formavam divertidos desenhos nos céus para distrair os telespectadores. Desenhos de escorpião, de caçador, de cães, de baleias, de camaleão, de cisnes, de peixes...Uma infinidade de figuras criadas há milhões de anos atrás e que foram desvendadas e nomeadas pelos homens com o passar do tempo.
A Lua então parou de chorar e voltou a dançar. As nuvens reabriram para espetáculo continuar. Depois de dançar sozinha por um longo tempo, a lua se cansou. Foi aí que apareceu um par para acompanhá-la. Porém ele era tão misterioso que a Lua somente via sua sombra. Assim mesmo aceitou o convite e estendeu a mão para ele. Eis que nesse misterioso ser, a Lua descobriu um perfeito dançarino e os dois juntos bailaram por um longo tempo. Dançaram muito, dançaram de tal forma que a estrela Lua sentiu se totalmente cativa pelo ser misterioso e este se viu totalmente atraído pelo brilho que a menina Lua emanava. Logo ele se viu com ciúmes da platéia dela e a quis somente para si, ela e seu brilho.
O ser tomou a Lua em seus braços e com sua capa a escondeu da platéia. Ela seria sua e de mais ninguém. A estrela então se viu confusa, dividida. O que deveria fazer? Não podia abandonar seus admiradores! Quem daria inspiração para os poetas? Paixão para os namorados? Alento para os abandonados? Não podia, simplesmente não podia abandonar seus amigos depois de tantas coisas que haviam passado. Com muito custo soltou-se dos braços do seu amante misterioso e voltou a dançar. No entanto, nunca ninguém a tinha segurado daquele jeito, nunca alguém lhe tinha sido antes tão necessário . Foi aí que se descobriu amando. E o amor era forte demais.
Seu coração estava partido. Seus admiradores ou seu amado? Depois de muito pensar nos bastidores encoberta pelas nuvens, ela chegou a uma decisão. Haveria de continuar dançando para as pessoas, mas de vez em quando se encontraria com seu amor e os dois dançariam juntos para quem quisesse ver. O seu amado teria o momento em que o brilho da Lua seria só dele, o momento em que a Lua abandonaria sua platéia para ficar com seu amor e com ele somente.
E assim, de tempos em tempos durante certos espetáculos da Lua, ela desaparece por total para ficar a sós com sua metade...Dando origem ao termo eclipse que na língua dos antigos que dizer abandono...O momento que ela abandona o palco para ir sonhar, para ir amar...
( Texto muito muito velho, desenterrado no além túmulo )
Sunday, March 25, 2007
Alma de gato
Alma de gato
Que se esgueira pela noite
E adormece durante o dia
Com olhares atentos e preguiçosos
Escaneio todos os movimentos
- Os sutis são os que mais prendem minha atenção
Andando como quem pisa em nuvens
Percorro o mundo inteiro, todos os telhados e becos
Sei que o mundo real vai além da verde grama do quintal
Sentada no muro à noite
Pensando em qual rumo seguir
Tenho como melhor companheira a solidão
Não! Não me prendam na sacada!
Mio, grito, choro
Vejam o mundo lá fora!
Sintam a noite fresca que me chama!
É na noite que tudo acontece
Não me separem do meu mundo
Mio, grito, choro
O mundo é meu brinquedo...
Alma de gato
Tristonha e calada
Não quero a segurança do lar
Quero apenas a liberdade ao caminhar
( Me insiperei ao ler o texto abaixo ....e adoro gatos )
http://cadernodocluracao.blogspot.com/2007/03/les-chats.html
Sunday, March 18, 2007
O Queijo
ou branco...
ou com pintas, mas está sempre lá, a olhar pra mim.
Incriminando-me quando o verdadeiro culpado é ele...
Thursday, March 08, 2007
Lindo
Num abraço suave,senti o coração dela
Uma fração de segundo
nem percei qual era o batimento,
mas...
um momento inexplicável - sentir o coração dela no meu peito.
[Suspiro]
Lembrar-me-ei deste momento para sempre...